BRASÍLIA - Mais de 1 milhão de eleitores de 51 municípios brasileiros passarão por um processo obrigatório de recadastramento biométrico nos próximos meses. Com o novo sistema de identificação, feito por meio das digitais e da foto do eleitor, a Justiça Eleitoral pretende acabar com as possibilidades de fraude no caso de uma pessoa votar no lugar da outra.
A previsão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que o voto biométrico seja estendido para todo o eleitorado do país até 2016.
O sistema de identificação pelas digitais do eleitor na hora do voto foi testado na eleição municipal do ano passado. De acordo com juízes eleitorais de São João Batista (SC), Colorado do Oeste (RO) e Fátima do Sul (MS), a experiência foi um sucesso e atingiu seu objetivo principal, que é impedir a fraude na hora do voto. Além das três cidades, Búzios também já passou pelo processo neste ano.
Os eleitores dos 51 municípios selecionados deverão procurar a Justiça Eleitoral para fazer o recadastramento biométrico. A lista das cidades selecionadas – todas de pequeno porte – está no site do tribunal. Pelos cálculos do TSE, serão recadastrados 1.132.667 eleitores. (Com agências)
Jornal do Brasil
- 21:47 - 16/11/2009
Postado por Jana Lua

Categoria 


CADA VEZ ESTAMOS MAIS LONGE DO TAL VOTO DE CABRESTO.
Como se vê, o avanço tecnológico veio para revolucionar todos os meios, melhorando todos os serviços, minimizando tempo utilizado para votação, como no caso da urna eletrônica e agora vai dar maior segurança e seriedade ao processo eleitoral.
Fico feliz por fazer parte dos que já vão utilizar esse novo método nas eleições 2010.
Estive no Município de Nuporanga interior de São Paulo, analisando os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral para o recadastramento dos eleitores. Como já informado o programa escolhido pelo TSE para a captura dos dados biométricos dos cidadãos eleitores foi o SAGEN (padrão AFIS). SAGEM é uma empresa francesa, que desenvolveu o sistema com objetivo de obter dados de alta precisão e qualidade para fins forenses ou criminais, e é homologada pelo FBI e Interpol. Quem forneceu os kits de identificação com o programa SAGEM para o TSE foi a empresa AKIYAMA TECNOLOGIA EM COMPUTADORES ELETRÔNICOS LTDA. O programa está sendo usado para capturar as digitais dos dez dedos do eleitor e também uma foto de alta resolução do rosto que permite a identificação automatizada da face. Mas, para votar, os eleitores serão identificados pela comparação das digitais de 4 dedos (as demais impressões digitais estão sendo capturadas mas não serão utilizadas pelo TSE) nas urnas, cujos sensores de biometria não possuem a mesma precisão de identificação. Decorre disso dois problemas: 1) os dados dos eleitores poderão ser compartilhados com o FBI e Interpol; 2) haverá muitas filas e demora na votação pela dificuldade e erros de leitura dos dados do eleitor gerado com potencial diferenciado de resolução. Vejam que isso já ocorreu em um teste em 2008 em Rondônia http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=16161&sid=4 (…) A votação pelo sistema biométrico em Colorado D’Oeste, em Rondônia, chegou a atrasar a apuração. Mas o motivo foi a demora na identificação das impressões digitais de algumas eleitores. Isso fez com que fosse preciso captar as digitais de outros dedos. Só depois a urna foi liberada para votação. (…) O excesso de eleitores em um mesmo local somada às dificuldades do novo sistema provocaram filas de dezenas de eleitores. A média de espera nessas seções foi de três horas e meia por eleitor.
O custo de todo o processo de biometria (coleta, arquivamento, equipamentos) não está sendo divulgado mas certamente ultrapassará R$ 3 bilhões. Apenas para fazer o batimento (conferência contra duplicidades) no cadastro de eleitores, o empresa fornecedora do software cobrará US$ 3,00 (três dolares) por eleitor, o que resultará em quase R$ 800 milhões por eleição.Fora isso, não podemos deixar de lembrar que, para os casos da urna biométrica não conseguir identificar um eleitor legítimo, o TSE vai fornecer uma senha para os mesários liberarem a votação, com a qual poderão liberar o voto e até votar, por quem quiserem. Em outras palavras, a biometria não impede a fraude pelo mesário desonesto e, para o caso de mesários honestos, o uso de tinta indelével para pintar o dedo dos eleitores que já votaram garante, com um custo muito menor, a máxima: “um eleitor, um voto’”.Essa é a realidade do processo de recadastramento realizado pela Justiça Eleitoral.
MARIA APARECIDA CORTIZ
ADV. EM SP ESPECIALISTA EM
AUDITORIA DE PROCESSO ELEITORAL