YouTube abre canal para jornalismo feito por usuários

REUTERS
NOVA YORK - Celebridades, tenham cuidado: o YouTube está facilitando ainda mais para que qualquer pessoa com uma câmera transforme o seu comportamento, seja mundano ou sensacional, em notícia.

O maior site de compartilhamento de vídeo do mundo lançou o YouTube Direct, pelo qual TV e editores de notícias online podem obter vídeos dos chamados “cidadãos jornalistas”, ou mesmo pedir que tais vídeos sejam filmados por amadores em busca de atenção.

Não se trata somente de celebridades, é claro. Muitos portais de notícias procurarão cenas de desastres, por exemplo, ou comportamentos agressivos em encontros políticos.

Portais de notícias procurando vídeos podem anunciá-lo de diversas maneiras, incluindo através de vídeos com pedidos no YouTube. Quando um usuário do YouTube possui um vídeo que eles acreditam ser interessante para a imprensa, é mais fácil para os editores, produtores e jornalistas contatá-los.

- Empresas de notícias sempre querem verificar o conteúdo que usam -disse Steve Grove, chefe de notícia e política do YouTube.

O YouTube Direct não é uma forma de gerar receita, seja para o YouTube ou para seus usuários, disse Grove.

- É um incentivo para o envio de grandes vídeos, por conta do reconhecimento que você ganha de legítimas empresas de notícias - explicou.

O Huffington Post, NPR, Politico, San Francisco Chronicle e duas estações da Boston TV estão testando o serviço. Em uma publicação no blog, Grove apresenta exemplos desse tipo de conteúdo com qualidade: um terremoto de magnitude 7,8 na China e um professor gritando e estapeando um estudante autista.

Separadamente, a Univision disse na segunda-feira que irá fornecer seus programas de TV em espanhol para o YouTube de suas três redes: Univision, TeleFuture e Galavision.
Jornal do Brasil
Postado por Jana Lua

Fumantes aprovam proibição de cigarro no trabalho, diz pesquisa

REUTERS
NOVA YORK, EUA - Até mesmo os fumantes apoiam as leis que proíbem cigarros no local de trabalho, segundo uma nova pesquisa. A pesquisa do instituto RTI International e da Harris Interactive mostrou que quase três quartos dos trabalhadores que fumam e 87 por cento dos patrões apoiam um ambiente de trabalho livre de fumaça.

- Embora haja variação entre os países, no geral os resultados mostram apoio para as proibições ao cigarro no local de trabalho - disse Michael Halpern, da RIT, um dos autores do relatório.

- O estudo mostra ainda o apoio a programas e políticas que intensifiquem essas proibições e ajudem os funcionários a parar de fumar - acrescentou.

O apoio mais forte veio da Índia, onde 85 por cento das pessoas votaram por locais de trabalho livres de fumaça, seguido pelo Japão, com 75 por cento.

No entanto, apenas um terço dos alemães e 27 por cento dos poloneses pensam que deveriam ser impostas proibições nos locais de trabalho.

Os pesquisadores também descobriram que os fumantes estimaram passar cerca de uma hora por dia fumando, embora a maioria das pessoas entrevistadas não achasse que o hábito tivesse um impacto financeiro negativo para a empresa.

- Diversos estudos anteriores indicam que, apesar do que acreditam funcionários fumantes e alguns empregadores em nosso estudo, o tabagismo tem um impacto negativo substancial sobre as finanças de um negócio - disse Halpern.

O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. A OMS afirma que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos em razão da exposição ao cigarro no trabalho, enquanto aproximadamente 700 milhões de crianças, cerca de metade do total mundial, respiram ar poluído pela fumaça do tabaco, em especial em casa.

Participaram da pesquisa 14 países - Brasil, Coreia do Sul, Japão, China, Taiwan, Índia, Grã-Bretanha, Itália, Suécia, França, Alemanha, Espanha, Polônia e Turquia -, com 3.500 trabalhadores, fumantes e não fumantes, e 1.400 empregadores.
Jornal do Brasil
Postado por Jana Lua

A Comissão do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor do Senado vai dar padrões de sustentabilidade ambientalmente adequados aos serviços e às obras que serão executados para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016

Um grupo de trabalho criado pela Comissão do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor do Senado vai elaborar normas visando a dar padrões de sustentabilidade ambientalmente adequados aos serviços e às obras que serão executados para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, a serem realizadas no Brasil.

O grupo contará com a participação de representantes dos ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Ciência e Tecnologia. Participarão também a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade de São Paulo (USP), além da Eletrobrás e da Eletronorte.

A coordenação do grupo ficará a cargo do consultor do Senado Hipólito Gadelha Remígio. Ainda farão parte do colegiado os presidentes das associações brasileiras de Energia Alternativa e Meio Ambiente (Abeama), de Empresas de Energia Renovável (Abeer), de Energia Eólica (Abeeolica) e de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).
Agência Brasil
Postado por Jana Lua

Denúncia de pornografia infantil agora pode ser feita pela internet

Desde do dia 12 de novembro, a Polícia Federal (PF) tem em seu site (www.pf.gov.br) um formulário para denúncias de pornografia infantil e pedofilia, genocídio e outros crimes que violam os direitos humanos.

Qualquer pessoa que tenha conhecimento sobre sites que divulguem esses temas poderá entrar em contato com os órgãos responsáveis pela investigação. Segundo a PF, a inclusão da página no formulário é o método mais rápido, eficiente e anônimo de denunciar e excluir o conteúdo ilícito da internet.

A rapidez no recebimento das denúncias vai permitir acelerar os procedimentos de identificação da autoria e preservação dos indícios dos crimes. Na impossibilidade de uso desse serviço, a denúncia pode ser feita pelo Disque 100 ou o correio eletrônico denuncia.ddh@dpf.gov.br.

A iniciativa da PF faz parte do Projeto Anjos na Rede, fruto de uma parceria entre a Polícia Federal, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e a organização não-governamental Safernet.

Em Pernambuco, só neste ano, a Superintendência da PF abriu cinco inquéritos para investigar crimes de pornografia envolvendo crianças e adolescentes pela rede mundial de computadores. O serviço já pode ser acessado no endereço http://nightangel.dpf.gov.br.

Origem – A ideia surgiu em 2008, durante o III Congresso Mundial de Enfrentamento de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no qual foi assinado um Termo de Cooperação que visava à criação da Central de Denúncias de Crimes Violadores dos Direitos Humanos na Internet.
Postado em 17 de novembro de 2009 por Valeska Andrade
Postado por Jana Lua

2010 será desafiante para o Brasil, prevê CNI

SÃO PAULO, 17 de novembro de 2009 - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse hoje que o próximo ano será desafiante para o País. “O Brasil está saindo da crise, há oportunidade de investimentos, a economia internacional se recupera de forma lenta e com incertezas”, disse.
Segundo Monteiro Neto, o tempo político tem que se ajustar com mais velocidade às pressões do tempo econômico. Para ele, é fundamental que o Executivo e o Congresso Nacional respondam ao desafio de melhorar as condições de competitividade da economia brasileira.

Monteiro Neto elogiou os fundamentos econômicos sólidos da economia que, para ele, “sem dúvida foram condições indispensáveis para fazer o Brasil contornar com êxito os percalços da crise global”.

As afirmações foram feitas no discurso de abertura do 4º Encontro Nacional da Indústria promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro reúne cerca de 1500 empresários, que pretende elaborar propostas para apresentar aos candidatos à Presidência da República em 2010. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
Postado por Jana Lua

Temporão anuncia R$ 100 mi para combate à malária

MANAUS - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta segunda-feira, em Manaus, a liberação de aproximadamente R$ 100 milhões pelo Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária para combater a incidência da malária nos próximos cinco anos em 47 municípios de seis estados amazônicos. O anúncio foi feito durante o lançamento do Projeto de Prevenção e Controle da Malária na Amazônia Brasileira e da campanha Brasil Unido contra a Dengue.

O Fundo foi criado em 2002 como uma Parceria Público Privada dedicada a captação de recursos para a prevenção e tratamento dessas doenças.

Dos 47 municípios que serão foco das ações do projeto, 16 estão em área de fronteira internacional. A Amazônia é a região que concentra 99% da transmissão da malária no Brasil.

O projeto está previsto para para ser concluído em 5 anos. “Uma das ações que eu destaco no Amazonas no combate à dengue e à malária é que o LIRA (levantamento rápido de infestação do Aedes aegypti) é feito anualmente nos outros estados, enquanto que em Manaus ele é feito de dois em dois meses. E isso nos dá informações mais seguras sobre as doenças”, disse o ministro Temporão.

O projeto contra a Malária vai atender os 47 municípios com maior incidência da doença na região amazônica. Juntos, somente eles representam 70% do total dos casos registrados. São 20 municípios do Amazonas, 10 de Rondônia, 7 do Pará, 4 do Acre, 4 de Roraima e 2 do Amapá. Em 2007, dados que foram usados para a formulação do projeto, dos 458.624 casos registrados no país, esse grupo de municípios registrou 311.279 casos.

Os casos de malária na capital do Amazonas (Manaus) diminuíram de de 17.788 (janeiro a outubro) em 2008 para 13.575 casos em 2009. A meta é diminuir já no ano que vem 50% desse número.

Para atingir esse objetivo, o projeto pode ser resumido em 4 ações principais: fortalecer as unidades de saúde de cada município a ser atendido, garantir tratamento eficaz para as populações afetadas, aumentar a cobertura do controle do vetor (mosquito) com o uso de mosquiteiros e telas impregnadas com inseticida e melhorar a adesão da população nas ações concretas de combate, prevenção e controle da malária.

A idéia é fortalecer a capacidade de diagnóstico e tratamento entre as unidades da rede básica de saúde o que passa pelo treinamento dos profissionais.

“A melhor formação do profissional que está em cada município e o maior apoio à pesquisa mostram que estamos no caminho certo”, avalia o médico Sinésio Talhari, diretor da Fundação de Medicina Tropical (FMT) de Manaus.

A FMT vai gerenciar junto com a Fundação Faculdade de Medicina (FFM), de São Paulo, toda a execução do projeto, cuidando inclusive da aplicação dos recursos financeiros e dos meios administrativos.

Se tratando da dengue, as ações de combate à doença terão como prioridade os Estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde, em Manaus, mostram que os casos da doença no país diminuíram em 46,3% nas primeiras 30 semanas de 2009 em relação ao mesmo período de 2008 (janeiro a agosto). Os números diminuíram de 758.051 em 2008 para 406.883, em 2009.

Os cinco Estados com maiores reduções da dengue foram Rio de Janeiro (95,5%), Rio Grande do Norte (93,1%), Sergipe (90,5%), Paraíba (89,5%) e Pernambuco (86,1%).

Em Manaus, os casos de dengue, registrados diminuíram 92,1% entre os meses de janeiro e outubro de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado. São 7.158 casos registrados em 2008 contra 563 em 2009.
Com informações da Agência Brasil
Arnoldo Santos , Portal Terra - 23:19 - 16/11/2009
Postado por Jana Lua

Brasil adota discurso de líder na luta por meio ambiente em Copenhague

BRASÍLIA - O governo brasileiro entrou no front da batalha pelo clima. Diplomaticamente. Tão logo anunciou segunda-feira que o país vai manter a meta voluntária de reduzir a emissão de CO2 em até 38,9%, até 2020, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, telefonou para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que está em Copenhague, na Dinamarca. Trataram da estratégia para fazer o Brasil liderar os países na grita por um acordo mundial pelo clima, a fim de pressionar Estados Unidos e China a reverem suas posições de se isentarem do acordo.

Segundo Minc, o plano, já aprovado pelo presidente Lula, é trabalhar em duas frentes. Primeiro, “uma mobilização de opinião popular, principalmente nos Estados Unidos”, conta o ministro, e no mundo todo, envolvendo ONGs e ambientalistas. Organizações já confirmaram ao JB que o movimento começou.

– Já começou uma reação rápida, contudente – avalia Minc. – Temos que criar um constrangimento. Vamos fazer uma cobrança. China e EUA são dois países. O mundo tem 200!

A outra estratégia é no campo diplomático, e já conta com a assistência do Itamaraty. Minc e Dilma aumentaram segunda-feira os contatos com presidentes e representantes dos países da União Europeia e dos outros continentes. A ideia é elaborar uma grande força-tarefa liderada pelo Brasil a partir do dia 7 de dezembro, na Conferência de Copenhague. Dessa união, pode sair um documento assinado por todos.

– A Dilma concordou com essa ideia, ela já começou a fazer os contatos lá (em Copenhague) – diz Minc ao JB. – Até lá, deve sair, sim, um manifesto muito forte.

Cartão de visita

O ministro Carlos Minc já faz contato com México, África do Sul e Indonésia. A partir de terça-feira, vai procurar a Noruega – parceira do fundo da Amazônia – Suécia e Holanda.

Tanto Dilma, na Europa, quanto Minc, no Brasil, usam o mesmo cartão de visitas. Falam em nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. E ambos têm o aval do chefe. Lula não só concordou com o plano traçado segunda-feira, diz Minc, como vai levar essa bandeira sem medo a Copenhague para pressionar EUA e China.

Segundo Minc, o Brasil deve aproveitar o ótimo momento que o país vive, e a grande popularidade do presidente Lula pelo mundo, para fazer dele um líder também nessa questão do meio ambiente. O ministro acredita que a palavra de Lula, em Copenhague, pode ter efeito junto a outros países para a carta final desse esperado manifesto.

Batalha

– É uma insensatez planetária – critica Minc, sobre a posição dos dois maiores poluidores do planeta de não ratificarem um acordo na Conferência de Copenhague. – Não pode haver o abraço dos poluidores que condene o planeta a virar um deserto.

O ministro acredita que a mobilização popular – via internet, TV, manifesto de ONGs – a priori pode fazer os Estados Unidos, especialmente, sentarem à mesa na Dinamarca para debater o assunto. E usa o Prêmio Nobel para citar o presidente americano.

– Depois que o Barack Obama ganhou o Nobel, ele surge como esperança e isso se apaga, de repente? – ironiza.

Com a recente revelação de que o país teve o menor desmatamento em 21 anos, o tema tornou-se tão importante para o governo que a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social segunda-feira, em Brasília, foi toda pautada para o assunto. Ao sair do encontro, antes de traçar a estratégia com Dilma e o presidente Lula, o ministro Minc já se mostrava irritado com a posição de EUA e China.

– Foi uma ducha de água quente, que aumentou mais ainda a já elevada temperatura do planeta. Vamos forçar até o último minuto, até com base no avanço que a gente fez de proposta, com a redução dos desmatamentos na Amazônia.

China diz “estudar” proposta de adiamento

A China ainda não confirmou oficialmente seu apoio ao adiamento da assinatura de um pacto climático previsto inicialmente para dezembro, durante a conferência sobre o clima de Copenhague. Um e-mail enviado segunda-feira pelo Ministério do Exterior chinês à agência de notícias Reuters informa que o país estuda a proposta feita em Cingapura no fim de semana, de deixar a definição sobre metas de redução de gases do efeito estufa para depois do encontro na Dinamarca.

“A China tomou nota da ideia proposta pelas partes envolvidas de se fechar um ‘acordo político’ e a está estudando”, diz um comunicado oficial, enviado em resposta a uma pergunta sobre a posição de Pequim sobre a questão.

Durante uma reunião de ministros de Meio Ambuiente ocorrida segunda-feira, em Copenhague, numa espécie de preparação para a cúpula de dezembro, a Dinamarca reiterou a proposta de adiamento do acodo climático. A ministra dinamarquesa Connie Hedegaard defende que o novo prazo para um acordo final seja estabelecido para dezembro de 2010, quando uma nova negociação ocorrerá no México. Para a cúpula do mês que vem, a Dinamarca propõe a assinatura de um acordo político, que trataria de elementos-chave relacionados a redução de gases do efeito estufa e a novos financiamentos para países em desenvolvimento.

Impasse

A decisão de adiar a assinatura de um acordo final sobre o clima para 2010 agrada principalmente aos Estados Unidos, já que o país vive um impasse causado pela não aprovação pelo Congresso norte-americano da proposta de redução de gases do efeito estufa feita pelo presidente Barack Obama. Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, disse ser favorável a um adiamento máximo de seis meses no tratado definitivo – até a reunião de Bonn, em meados de 2010. Isso daria tempo ao Senado dos EUA para aprovar uma nova lei de limite para as emissões de carbono.

Enquanto as nações desenvolvidas falam em adiamento, os países pobres fazem pressão por uma definição imediata. Em Roma, uma cúpula da ONU a respeito de alimentos serviu de palanque para que líderes mundiais, entre eles o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendessem a assinatura do acordo. Além de cobrar mais atitude dos países ricos em relação à fome no mundo, Lula também se manifestou sobre a questão climática.

Após se encontrar com o presidente italiano, Silvio Berlusconi, o líder brasileiro criticou a postura de EUA e China. Lula disse que telefonará para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e para o presidente chinês, Hu Jintao, para conversar sobre a negociação do clima. A proposta do Brasil é reduzir em quase 38,9% as emissões dos gases causadores do efeito estufa até 2020. Lula disse esperar que a iniciativa brasileira possa servir de motivação para outros países.

– Por que o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números? É para a gente cobrar daqueles que passam o tempo inteiro querendo dar lições ao Brasil. – afirmou o presidente. – Portanto, se o Brasil fez sua parte, eles também terão que fazer. Se não apresentar hoje, apresenta amanhã, se não for amanhã, mês que vem ou ano que vem. Mas o fato é que não tem como escapar e todos terão que apresentar números.

Ban ki-Moon

O secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, relacionou a redução da emissão de gases do efeito estufa diretamente com a questão da fome no mundo:

– Não pode haver segurança alimentar sem segurança climática – disse ele. – No mês que vem, em Copenhague, precisamos de um acordo abrangente que forneça uma base firme para um pacto legalmente compulsório sobre mudanças climáticas.

Os países mais pobres também insistiram na questão, afirmando que ainda é possível definir em Copenhague, no mês que vem, um novo tratado climático global.

– Acreditamos que um tratado de cumprimento internacional obrigatório ainda seja possível – disse Michael Church, ministro do Meio Ambiente de Granada, falando em nome de mais de 40 pequenos países que estão entre os mais ameaçados pelo aquecimento global.

ONGs vão fazer mobilização mundial para salvar conferência

Luciana Abade

A tentativa dos Estados Unidos e da China de adiarem a definição de um novo acordo climático para o próximo ano não surpreendeu as organizações não governamentais de meio ambiente aqui no Brasil. Elas, inclusive, consideram um erro o anúncio dos dois países ser chamado de recuo, uma vez que “nunca houve a intenção deles de fechar qualquer meta de mitigação de gases estufa”, segundo ressaltou o presidente da Amigos da Terra Amazônia, Roberto Smeraldi. O próprio ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse segunda-feira que as duas nações devem ter adiantado o anúncio para evitar frustrações futuras.

Para as ONGs, o Brasil deve continuar com o compromisso assumido de diminuir até 38,9% das emissões até 2020 e aproveitar o momento para ser protagonista na luta mundial pela salvação do clima. E apesar de não estarem surpresas, já estão mobilizadas para uma manifestação internacional contra a decisão.

– Esta é a grande oportunidade de o Brasil ser protagonista e não deixar nas mão dos Estados Unidos as decisões sobre meio ambiente. Não tem nem sentido. Eles não têm nem mais um palmo de floresta lá – afirmou o diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani. – Eles têm é que atuar como caixa e pagar para a gente preservar a floresta.

Mantovani acredita que a postura norte-americana vai deixar Obama frágil. E se dentro daquele país Al Gore vai sair ganhado, no cenário mundial é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “que tem comparecido a todas as reuniões internacionais sobre clima” quem vai ganhar visibilidade. Apesar de já esperarem esta postura das duas potências, Mantovani ressalta que a presença da China em Copenhague é de suma importância, mesmo sem metas para fixar, por ela ser “o fiel da balança”.

Coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl acredita que ainda é possível fazer China e Estados Unidos mudarem de decisão se houver uma pressão política internacional, uma vez que não há tempo hábil para pensar em sanções econômicas:

– Não existe plano B para Copenhague. O que não pode é um acordo mundial ficar a mercê de dois países.

Segundo Rittl, alguns pilares são básicos para Copenhague, entre eles a determinação de quais serão os recursos doados pelos países desenvolvidos para que as nações em desenvolvimento preservem.

– A frustração com a notícia é exagera porque houve uma expectativa exagera em torno de Copenhague – analisa Smeraldi. – O Brasil tem que seguir em frente e fazer o dever de casa porque o mercado global vai começar a exigir uma economia de baixo carbono.

Independente de expectativas, Smeraldi defende que Copenhague sirva pelo menos para as nações fechem um número de mitigações que impeça o crescimento de dois graus da temperatura. Essa discussão, no entanto, deve ser baseada em estudos científicos e não em política como vem ocorrendo.
Leandro Mazzini , Jornal do Brasil - 22:21 - 16/11/2009
Postado por Jana Lua

Brasileiros adormecidos? Acorda Brasil!

Indiscutivelmnte à questão educação moral, miséria, violência , respeito familiar, etc… foram aparteados com a chamada modernização. Com essa escamoteação hoje enfrentamos toda forma de violência física ou psicológica. Não quero dar a impressão do sentido “catão”, mas é possível que comecemos de um ponto a trabalhar a força anímica.

A leitura,minha companheira diária, os fatos que ouço, visualizo, leva-me a sensação de impotência se não travarmos uma batalha pela leveza da alma. Certamente este pensamento tornou-se recorrente àqueles que primam por qualidade de vida e um futuro saudável para seus filhos já que sabiamente não podemos ser indolentes nesta vida que tem sido de sobrevivência. Sim, pois, viver sobressaltado não é viver !

Seria essa uma das questões levantadas para triunfar num futuro seu resultado?

Mediante esse meu questionamento singularizado, deixo minha mensagem que não devemos responsabilizar o governo por uma situação que é de todos. Vamos-nos dar as mãos e trabalhar com um proprósito principal : a vida!

A matéria transcrita abaixo levou-me a postá-la no blogdilma2010, tão somente para dizer : acorda Brasil!
Márcia Vieira

Comunidades debatem propostas para melhorar vida de seus jovens

Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Moradores de 60 comunidades de baixa renda da cidade estão debatendo propostas para melhorar a vida de suas crianças e adolescentes. Essa troca de idéias constitui a fase do programa Plataforma dos Centros Urbanos, tocado pela Unicef, que estabelece os principais problemas de cada uma delas nessa questão. A partir disso, serão elaborados planos de ação, que servirão de base para articular políticas públicas em conjunto com o governo municipal e empresas. A vontade de participar é tamanha, que nem tiroteio espanta os frequentadores das reuniões.

– Antes dos debates, pessoas da própria comunidade fazem uma pesquisa com adultos ligados ao trabalho com crianças e adolescentes, que chamamos de “consultona” – explica o coordenador de projetos do Unicef no Rio, Jacques Schwarzstein. – Adolescentes também realizam uma pesquisa com moradores da sua idade e crianças, chamadas “consultinha”. São feitas perguntas com relação aos problemas enfrentados pelas pessoas desta faixa etária, como violência, educação e a Aids. Houve fóruns que ocorreram ao som de tiroteios e as pessoas ficaram até o fim.

Obtidas as respostas, é convocada uma reunião para escolher a solução mais adequada aos problemas. Participam deste encontro o grupo ligado diretamente ao programa (formado por adolescentes da comunidade, técnicos dos serviços públicos, lideranças comunitárias e representantes de ONGs) e moradores.

– O interessante é a disponibilidade deles, que participam e discutem saídas – conta Schwarzstein. – Uma vez pronto, o plano de ação é de responsabilidade de todos. Não se pode apenas ficar reclamando que as escolas são ruins. Os pais têm sua responsabilidade.

As propostas das 60 comunidades serão levadas ao prefeito Eduardo Paes, que já se comprometeu a cumprir, em julho deste ano, 20 metas apresentadas por adolescentes que moram nelas.

– Eles não estão cobrando apenas do estado mas de si mesmos – analisa o secretário municipal de Assistência Social, Fernando William. – Isso é muito interessante.
Postado por Jana Lua

Urna biométrica: TSE vai recadastrar mais de 1 milhão

BRASÍLIA - Mais de 1 milhão de eleitores de 51 municípios brasileiros passarão por um processo obrigatório de recadastramento biométrico nos próximos meses. Com o novo sistema de identificação, feito por meio das digitais e da foto do eleitor, a Justiça Eleitoral pretende acabar com as possibilidades de fraude no caso de uma pessoa votar no lugar da outra.

A previsão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que o voto biométrico seja estendido para todo o eleitorado do país até 2016.

O sistema de identificação pelas digitais do eleitor na hora do voto foi testado na eleição municipal do ano passado. De acordo com juízes eleitorais de São João Batista (SC), Colorado do Oeste (RO) e Fátima do Sul (MS), a experiência foi um sucesso e atingiu seu objetivo principal, que é impedir a fraude na hora do voto. Além das três cidades, Búzios também já passou pelo processo neste ano.

Os eleitores dos 51 municípios selecionados deverão procurar a Justiça Eleitoral para fazer o recadastramento biométrico. A lista das cidades selecionadas – todas de pequeno porte – está no site do tribunal. Pelos cálculos do TSE, serão recadastrados 1.132.667 eleitores. (Com agências)
Jornal do Brasil
- 21:47 - 16/11/2009
Postado por Jana Lua

A pauta do momento é a Conferência em Copenhague

Maressa Vieira, Engenheira e Professora
A pauta do momento é a Conferência em Copenhague. Aconteceram rodadas de negociações, o que é vital para se conhecer com antecipação os compromissos financeiros e políticos dos governos dos países empenhados em participar da conferência, pela relevância das questões climáticas, cuja atenção requer agilização a fim de diminuir riscos que comprometam a vida e as gerações futuras.

O Protoloco de Kyoto contribuiu para importantes mudanças na vontade política e em estudos técnicos sobre as mudanças climáticas, embora as emissões constatadas façam prever cenários piores que os anunciados anteriormente, com perturbações significativas e eventos climáticos extremos, como enchentes, furacões freqüentes e intensos.

A contribuição de todos, países desenvolvidos e emergentes, relativamente à redução de emissões de gases, perpassam pela premissa de que soluções sairão desta conferência, com países intensificando investimentos em projetos de redução de gases causadores do efeito estufa, sem sacrificar o crescimento.

O Brasil resolveu se comprometer com estratégias de redução do desmatamento, 80% da Amazônia e 40% do Cerrado, expansão do biodiesel, novas técnicas de fertilização na agricultura, substituição de carvão mineral por outro de reflorestamento, pretendendo, ainda, negociar em Copenhague a regulamentação REDD, visando lucro de até US$ 8 bilhões, combinando os dois objetivos: desenvolvimento econômico e mudança climática.

O país terá que investir também na fiscalização para garantir a redução do ritmo de emissões além de incentivar o uso sustentável da floresta. A harmonização de interesses reflete assumir compromisso com a vida e o futuro do planeta. Sabe-se que dificilmente as populações mudarão o estilo de vida, mas é preciso começar de um ponto.

Reduzir significa defender propostas de recuperação de grandes espaços degradados em todo país, aumentar suas fontes limpas de energia, como a eólica que, segundo estimativas, o Brasil tem potencial para produzir uma vez e meia, toda a eletricidade que consome.

O encontro espera que políticos encarem as mudanças climáticas com determinação, defendendo o desenvolvimento econômico, mas apoiando cortes nas emissões, com a coragem política para tomarem as decisões necessárias.
16.11.2009