Câmara aprova Lei Geral das Religiões

“Logo após votar o texto do acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé, de interesse dos católicos, os deputados aprovaram, na noite de anteontem, o projeto batizado de Lei Geral das Religiões, de agrado dos evangélicos.

É uma cópia do acordo entre Brasil e Vaticano, apenas com substituição da expressão Igreja Católica por instituições religiosas. Ambos têm os mesmos 19 artigos. A lei geral proposta vale para todas as religiões, inclusive a católica.

O acordo com o Vaticano cria o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil e foi motivo de polêmica com os evangélicos desde o envio ao Congresso, no fim de 2008. Seus opositores acusaram o governo de privilegiar os católicos e ferir a condição do Brasil de país laico.

Os dois textos asseguram benefícios tanto para a Igreja Católica como para qualquer outra religião, como a proteção ao patrimônio e aos locais de culto, aos símbolos, imagens e objetos culturais; assegura assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, assistência social e educação; imunidade tributária; e garante o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

Único partido a votar contra os dois textos, o PSOL anunciou que irá à Justiça para anular a aprovação da Lei Geral.”
(O Globo)
Postado por Jana Lua

Lula: recursos já estão “carimbados”

O presidente Lula afirmou que os recursos obtidos no pré-sal serão usados em educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o modelo de exploração do petróleo na camada pré-sal terá de ser modificado e disse que os recursos serão “carimbados’’ para uso em educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza.

“Não conheço um empresário estrangeiro que diga que as coisas devem ficar como estão. Todos eles dizem publicamente que entendem como normal que o Brasil mude as regras. Mas no Brasil sempre aparecem aqueles cidadãos de segunda classe que acham que não podemos fazer nada, mas vamos fazer porque é importante pra nós’’, afirmou.

De acordo com Lula, os recursos com a exploração do petróleo terão uso reservado. Ele não vai deixar “que o companheiro Mantega venha contingenciar (o dinheiro)’’, afirmou o presidente.

“O petróleo precisa dar duas coisas sagradas para o Brasil, precisa resolver o problema de atraso educacional e vamos ter que investir em inovação tecnológica’’, afirmou. “Temos que ter conhecimento e utilizar parte desse dinheiro para tirar o povo da pobreza’’.
As novas regras para exploração de petróleo serão apresentadas na próxima segunda-feira e devem envolver participação mínima da Petrobras nos consórcios de empresas e repasse garantido ao governo dos valores obtidos com a atividade.

Crise e impostos
O presidente também defendeu mecanismos para garantir a arrecadação tributária no País. “Vivemos o maior processo de desoneração deste País. Toda vez que o Estado desonerar tem que encontrar um jeito de pagar seus compromissos. Não é possível ter um Estado forte com arrecadação fraca. O maior exemplo é a Europa, que garante bem-estar social e tem a maior carga tributária’’.

Sobre a crise econômica global, o presidente ressaltou o arrefecimento da turbulência que atingiu mercados e economias de todo o mundo, afetando a capacidade industrial e de consumo e prejudicando empregos. “Não é que não temos mais crise. O que está acontecendo na verdade é que a água não está mais fervendo, a água está morna. O pessimismo de três meses atrás, quando não sabíamos o que ia acontecer, passou’’, arrematou. (da Folhapress)
Postado por Jana Lua

A crise atual é típica do Presidencialismo. Por quê?

Como se dão as alianças políticas entre Executivo e Legislativo no Parlamentarismo e no Presidencialismo:

Em um Sistema Parlamentarista, o Congresso elege o Primeiro-Ministro (Chefe do Executivo). O voto dos parlamentares a um determinado candidato já assinala a intenção de apoiar o seu Programa de Governo no decorrer do mandato. Quando por alguma razão, o Primeiro-Ministro eleito perde o apoio dos que o elegeram, ocorre uma nova eleição e assim sucessivamente. É o que poderá ocorrer em breve na Itália, onde o Primeiro-Ministro Sílvio Berlusconi está perdendo o apoio dos parlamentares católicos. E o que ocorreu na Inglaterra recentemente com Tony Blair que se desgastou após apoiar e dar suporte à invasão americana no Iraque. Nestes casos, ocorre uma nova eleição interna na qual votam os congressistas. Por maioria, escolhem um novo Primeiro-Ministro.

O Sistema Parlamentarista, aparentemente, dispensa as alianças intrapartidárias, embora elas ocorram, sim, internamente, no momento da eleição. A vantagem do sistema parlamentarista é que o processo eleitoral supõe uma garantia de governabilidade, uma base sólida de apoio ao executivo no Parlamento já que o Primeiro-ministro é eleito entre os próprios parlamentares. A desvantagem do Parlamentarismo é que não há eleição direta para o Chefe do Executivo. O povo elege os congressistas e estes escolhem o Primeiro-Ministro bem como o substituem, sempre que ocorre um rearranjo de forças, seja em função da situação interna ou externa do país, ou porque há uma renovação periódica do congresso, por exemplo, com as eleições de quatro em quatro anos.

O Sistema presidencialista possui a vantagem da eleição direta, pelo povo, para Presidente da República (Chefe do Executivo). Mas, ao ser eleito pelo povo e não pelo congresso o governo precisa construir uma “maioria parlamentar”, uma “base de governo” que lhe dê condições de “governabilidade”. Neste caso, os parlamentares do partido do presidente eleito precisam contactar os parlamentares dos demais partidos, por meio de suas lideranças partidárias e formar uma “coalizão partidária” (também denominada “base do governo”, ou “base aliada”) para aprovar cada projeto do Programa de Governo do presidente eleito ao longo de seus quatro anos de mandato.

O termo “presidencialismo de coalizão” foi utilizado, em artigo célebre, pelo cientista político Sérgio Abranches (”O presidencialismo de coalizão no Brasil”) que numa análise abrangente, usou o termo para caracterizar os governos pós-ditadura militar no Brasil.

O PMDB e os demais partidos no presidencialismo brasileiro após a Constituição de 1988:

No caso específico do Brasil, existe um partido fundamental para a construção da base de apoio para cada presidente que chega ao poder. Este partido é o PMDB. Isso pode ser melhor observado quando se analisa os últimos governos em seu conjunto: O Governo Sarney(85-89), o Governo Collor-Itamar(90-94), os dois mandatos de FHC (95-98 e 99-2002) e os dois mandatos de Lula (2003-2006 e 2007-até o presente).
O MDB, mais tarde PMDB, foi o partido que liderou as mobilizações pelo fim da Ditadura Militar e emergiu como o principal partido do país nas primeiras eleições após o fim da Ditadura Militar, em 1986.

Atualmente, a característica principal do PMDB que o torna um “partido chave” é, em primeiro lugar, o fato de ser o maior partido brasileiro. Maior número de filiados, de Vereadores, Prefeitos, Deputados, Governadores, etc. Vejamos o quadro atual no SENADO: O PSDB tem 13 senadores, o PT tem 11, sem contar Marina Silva, e o PMDB conta com 19 senadores. (Fonte: www.senado.gov.br) Na CÂMARA FEDERAL, o PMDB conta com 97 deputados, o PSDB com 57 e o PT com 78 deputados federais. (fonte:www.camara.gov.br)
Em segundo lugar, o que torna o PMDB o “fiel da balança” é o fato de que mesmo sendo o maior partido, optou nas últimas eleições por não lançar candidatura própria à Presidência da República.
A opção do PMDB em nível nacional tem sido fazer parte da base de governo do presidente que vier a se eleger. Participou da base de governo de Fernando Henrique Cardoso e, agora, da coalizão partidária que dá sustentação ao Governo Lula.
Esta recusa do PMDB em lançar candidatura própria à Presidência da República e a opção de participar da base de governo, tem, obviamente, um preço político, que pode ser a administração de alguns ministérios, a presidência da Câmara dos Deputados, a Presidência do Senado e o apoio político dos partidos da base aliada entre si, nos municípios e estados.

Na última eleição, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obrigou os partidos a repetirem as alianças nacionais também em nível regional e local e proibiu, sob pena de cassação do registro eleitoral, que os candidatos e seus partidos fossem aliados em nível nacional e opositores em nível local e estadual, processo conhecido como “Verticalização das Coligações Eleitorais”.

As eleições de 2010 como pano de fundo da Crise atual do Senado:

A “Crise do Senado” atual, tem como foco o PMDB e a presidência do Senado e como pano de fundo uma outra disputa:
Em princípio, o PMDB não pretende lançar candidatura própria à presidência da República no ano que vem (2010). Logo, deseja compor uma Coligação Eleitoral, em nível nacional, visando eleger um Presidente de outro partido, como tem acontecido e, consequentemente, tornar-se parte da “base de governo” deste próximo Presidente no período 2011-2014.
Os dois partidos mais bem articulados, programaticamente e ideologicamente, em nível nacional e com chances de eleger o novo presidente da República são o PT e o PSDB. São, portanto, os dois partidos que podem disputar o apoio do PMDB na composição da “Coligação Eleitoral” para vencer as eleições, bem como, na “Coalizão Partidária” - agrupamento de partidos que formam a base de sustentação do Governo após a eleição.
Ao PT e ao Governo Lula, interessa manter a aliança com o PMDB em nível federal tanto para a conclusão do mandato e do Programa de Governo, como também, para o lançamento de uma candidatura forte para dar prosseguimento ao projeto atual.

O presidente Lula apresentou ao PT a pré-candidatura da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff para a sua sucessão. Neste caso, a aliança PT-PMDB, tem como figura central a própria Dilma Rousseff e exige toda a sua capacidade em manter PT e PMDB unidos sob qualquer circunstância.
A oposição, por sua vez, liderada pelo PSDB e pelo DEM (ex-PFL)tem, atualmente, o Senador Álvaro Dias do PSDB-PR, como o maior porta-voz em nível nacional. Tem demonstrado um objetivo muito claro de desconstruir a atual aliança PT-PMDB com impacto no governo atual e no projeto sucessório. Quanto ao projeto sucessório, visualiza a possibilidade de atrair o PMDB, ou setores do partido para uma Coligação Nacional em torno da candidatura presidencial para 2010, do atual Governador de São Paulo, José Serra, ou mesmo, Aécio Neves, Governador de Minas Gerais, ambos do PSDB.

Os partidos que já possuem pré-candidaturas à eleição de 2010, o PT(Dilma Rousseff) e o PSDB(José Serra) poderão até eleger um Presidente sem o apoio do PMDB na Coligação Eleitoral, mas não conseguirão governar sem que o PMDB faça parte da “Coalizão” de partidos que dará sustentação ao novo Presidente no Congresso.
Já aconteceu, algumas vezes, de o PMDB ficar “rachado” em duas grandes forças internas: uma ala posicionada mais à esquerda, chegou a fazer críticas públicas ao apoio do PMDB ao então Governo de FHC, principalmente no segundo mandato. Outra ala, mais à direita deu apoio irrestrito ao Governo de FHC nos dois mandatos e só recentemente aderiu ao Governo Lula.
O Governo Lula foi, progressivamente, “costurando” alianças com todos os setores do PMDB e neste momento(agosto de 2009), praticamente todo o partido compõe a base aliada do governo. Com algumas exceções, como é o caso do Senador Pedro Simon, PMDB-RS que continua aliado ao PSDB em nível estadual (Governadora Yeda Crusius, PSDB-RS) e em nível nacional compõe a frente de oposição ao Governo Lula.

A oposição PSDB-DEM optou pelo caminho de investigar a fundo todos os personagens centrais da aliança PT-PMDB, particularmente a Ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata às eleições de 2010 e o Presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA). Antes da crise envolvendo o atual presidente do senado José Sarney, ocorreu uma outra crise envolvendo o Senador Renan Calheiros, PMDB-AL, que ocupava então a Presidência do Senado no período de 2005-2007, um ano antes das eleições presidenciais de 2006 entre Lula e Alckmin. A crise do Senado se estendeu até 2007, com a renúncia de Renan Calheiros e a eleição de Sarney. O que significa dizer, que com a crise atual o presidente do Senado José Sarney poderá, igualmente, vir a renunciar ou ser destituído do cargo.

O Governo Federal e a oposição sabem que qualquer aliança com o PMDB com vistas a 2010 precisa levar em conta o posto da Presidência do Senado, que possui um papel central na aprovação ou rejeição dos projetos do Executivo. Por isso, não interessa ao Governo Federal a destituição de Sarney e uma nova eleição no Senado em fim de mandato presidencial e em período pré-eleitoral.

A oposição (PSDB-DEM) tem interesse na destituição de Sarney para que assuma o seu suplente ou que se convoque novas eleições. Com isso, estará lançado, também, o debate em torno de futuras coligações e coalizões partidárias. Caso a oposição não consiga destituir Sarney e romper a aliança PT-PMDB, as chances de “negociar” futuras alianças com o PMDB diminuirão dia-a-dia, tendo-se em vista que, até fevereiro ou março de 2010, as coligações partidárias precisam estar mais ou menos concluídas, já que os prazos do TSE, para registros de coligações e candidaturas se encerram em julho de 2010, pouco antes do início do Programa Eleitoral Gratuito.

Escrito por JSoares, professora, filósofa e sociológa política.
Postado por Jana Lua

Lina Vieira foi a SP no dia em que se encontrou com Dilma

BRASÍLIA - O Portal Contas Abertas revela que a ex-secretária da Fazenda Lina Vieira viajou a São Paulo no mesmo dia em que ocorreu o encontro com a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a ex-secretária esteve no Palácio em outubro do ano passado. A visita de Lina aconteceu no dia 9 de outubro (quinta-feira), com ingresso às 10h e saída às 11h29, segundo Jucá. No mesmo dia, de acordo com informações do Siafi, sistema que registra receitas e despesas da União, consta viagem de Lina Vieira a São Paulo. A ex-secretária recebeu R$ 307,18 referente a uma diária e meia na capital paulista. Com isto, Lina teria viajado para São Paulo na tarde ou noite do dia 9 e retornado a Brasília no dia seguinte.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência havia se limitado, até então, em nota oficial divulgada na semana passada, a informar que a ex-secretária não teria ido ao Palácio em novembro e dezembro de 2008. Apenas nesta quinta-feira, quase três semanas depois da revelação pela ex-secretária do eventual encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram apresentados registros da entrada de Lina Vieira em outubro, com o horário preciso de entrada e saída.

Ontem, Romero Jucá confirmou os termos do edital de contratação de que existiam registros de acesso armazenados por seis meses, tal como apontou matéria do Contas Abertas. Em seu discurso, o líder do governo mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio deste ano. Jucá mostrou as datas com base em anotações feitas por seguranças do Palácio. Segundo ele, ’são anotações feitas à mão ou registradas no crachá’.

O líder do governo esclareceu que Lina Vieira não recebeu crachá porque ingressou pela garagem do Palácio, onde o procedimento adotado para receber autoridades é apenas anotar os nomes.

Jucá avaliou como ‘exagero’ que Lina considerasse o mês de outubro como ‘final do ano’, já que a ex-secretária afirmou que o encontro com Dilma teria ocorrido no final de 2008.

Segundo Jucá, as câmeras do circuito interno de TV do Palácio do Planalto têm capacidade de armazenar as imagens captadas no local por apenas 30 dias. - A guarda de imagens na exigência do edital foi de 30 dias - afirmou. O edital informa, porém, que as gravações das câmeras deveriam ser armazenadas “por um período não inferior a 30 dias, devendo ainda os mesmos (gravadores digitais) ser apoiados por um sistema de backup”.

Já os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto, segundo o edital, deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período “mínimo de seis meses”. A partir de então, os dados deveriam ser “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”.

Informações do Portal Contas Abertas
JB Online
Postado por Jana Lua

Palocci acerta candidatura ao governo de São Paulo

SÃO PAULO - O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho deverá ser o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2010, informa reportagem desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Ele fez esse acerto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de tentar ‘limpar o nome’ numa eleição majoritária para voltar a ser uma estrela de primeira grandeza.

Segundo a Folha, mesmo livre judicialmente da acusação de quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, Palocci não é visto por Lula como uma alternativa no jogo presidencial. Lula acha que, politicamente, ele ainda precisa responder aos eleitores.

Lula e Palocci sabem que será difícil vencer a eleição paulista - o favoritismo é do PSDB, que comanda o Estado desde 1995. Na hipótese de derrota de Palocci e de vitória de Dilma, Lula o indicaria para ocupar a Casa Civil no futuro governo petista.

Ainda de acordo com a Folha, caso percam Dilma e Palocci, ele poderia se dedicar a consultorias econômicas e a fazer política no PT. Lula disse que uma candidatura a deputado federal o carimbaria como político com teto.
JB Online
Postado por Jana lua

Empresas de telecom se preparam para Copa

Gabriel Costa, Jornal do Brasil
GUARUJÁ (SP) - O setor de telecomunicações brasileiro, que já representa pelo menos 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, caminha para novos modelos de governança e abrangência com um diferencial raro nos processos de evolução setoriais no Brasil: data marcada.

Até a Copa do Mundo de 2014, segundo especialistas, empresários e autoridades presentes no 53º Painel Telebrasil, realizado ontem no Guarujá, em São Paulo, é fundamental que o país apresente uma impressionante estrutura de comunicação, em especial internet de banda larga, nas 12 cidades sede.

- Serão 3,3 bilhões de telespectadores, 200 milhões de brasileiros que usarão redes de telecom no período, 1 milhão de turistas estrangeiros que estarão em comunicação intensa com milhões de familiares e amigos no exterior – disse o diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eduardo Costa. – Precisamos de uma infraestrutura igual ou melhor à que esses indivíduos encontram em seus países de origem.

De acordo com o diretor de Serviços e Universalização do Ministério das Comunicações, Átila Augusto Souto, que representou no evento o ministro Hélio Costa, o governo deve lançar até outubro o Projeto Nacional de Banda Larga.

- A ideia é massificar o uso da banda larga entre as classes C, D e E – disse Souto.

O coordenador do programa de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, informou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende formar uma mesa permanente sobre o assunto, com participação dos ministérios competentes.

Reivindicações

A desoneraçãodo setor de telecomunicações foi uma das principais questões levantadas no evento. Segundo especialistas, a incidência de tributos sobre as empresas do do segmento chega a quase 43%.

Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul que hoje integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo, destacou que o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) sobre o setor representa em média 12% da arrecadação das unidades da federação. Segundo Rigotto, que relatou a proposta de reforma tributária no Congresso no governo FHC, o desafio é abordar a questão no nível estadual, e buscar uma uniformidade de alíquotas.

Já o presidente da Claro, João Cox, argumentou, em nome da Telebrasil, de cuja diretoria também faz parte, que, além da redução dos tributos, é preciso estimular o uso adequado do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e dos valores do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

A diretoria da Telebrasil, que congrega mais de 100 empresas prestadoras de serviços de telecomunicações fixas e móveis e fornecedores de soluções e sistemas tecnológicos e de equipamentos.
Postado por Jana Lua

Não há indícios contra Palocci, diz advogado no Supremo

O advogado José Roberto Batochio, que defende o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (27) no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que não há provas suficientes para que seja aberta ação penal contra o ex-ministro da Fazenda no caso do caseiro Francenildo Costa. O Supremo iniciou às 14h30 o julgamento sobre a participação de Palocci na quebra de sigilo e divulgação de dados de uma conta pertencente ao caseiro, em 2006.

“Não estou sustentando que os senhores olhem com leniência os indícios. Eu quero Justiça”, disse Batochio. “O ministro Palocci não teve nada a ver com a impressão desse extrato [bancário do caseiro entregue a ele]. (…) O poderoso contra o humilde fascina a imprensa. Davi contra Golias. Mas o poderoso também merece Justiça”, alegou o advogado, que pediu a improcedência da denúncia.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa o então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmou que “dificilmente a Corte encontrará uma denúncia como esta, em que não há prova ou indício que autorize o recebimento”.

“Havia um burburinho aqui em Brasília, que ecoava país a fora, que este caseiro havia recebido dinheiro para falar mal de um ministro de Estado”, afirmou. “Um homem falando absurdos a respeito de um ministro de Estado”, completou o defensor, referindo-se ao caseiro.

O julgamento
O caseiro Francenildo acompanhou a sessão, mas não falou com a imprensa. Antes do voto do relator, os advogados dos denunciados pediram que a denúncia fosse rejeitada. “Não estou sustentando que os senhores olhem com leniência os indícios. Eu quero Justiça”, disse José Roberto Batochio, que representa Palocci.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu que a denúncia do Ministério público Federal fosse recebida integralmente, defendendo a existência de indícios suficientes contra Palocci.

O STF também negou pedido do caseiro para se pronunciar em plenário. “Já que o processo corre risco de ser extinto, e a vítima nunca teve a chance de se pronunciar à Justiça, seria uma oportunidade para saber quais os sentimentos e os pensamentos sobre o assunto”, afirmou seu advogado, Wlicio Chaveiro Nascimento.

Entenda o caso
Francenildo era caseiro da chamada “casa do lobby” em Brasília, uma mansão no Lago Sul alugada pelos ex-assessores da Prefeitura de Ribeirão Preto, Rogério Buratti e Vladimir Poleto, onde haveria festas, negócios obscuros e partilha de dinheiro.

Em depoimento à CPI dos Bingos, o caseiro desmentiu Palocci, afirmando que o ministro era frequentador assíduo do local. Dois dias depois, o caseiro teve o sigilo bancário violado pela Caixa Econômica Federal, subordinada ao Ministério da Fazenda, e Palocci se afastou do cargo. A divulgação dos dados foi vista como uma forma de desacreditar o depoimento do caseiro contra o então ministro.

Desdobramento eleitoral
A vitória de Palocci no caso representa caminho aberto a uma candidatura ao governo de São Paulo, que vem se delineando no Estado, ou até mesmo à Presidência da República. O nome de Palocci é um dos cotados caso a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva não vingue.

Palocci ainda responde a processos na esfera cível, mas se livrou de todos na área criminal relacionados à acusação de coordenar a chamada “máfia do lixo”, um esquema de suposto superfaturamento na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) entre 2001 e 2004. No último dia 18 de junho, o STF arquivou mais um inquérito sobre o caso, julgado no tribunal pois o deputado possui foro privilegiado.
Rosanne D’Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Postado por Jana Lua

Lula se reúne com Serra, Cabral e Hartung no domingo para fechar acordo do pré-sal

O Palácio do Planalto não cogita a possibilidade de adiar o lançamento do marco regulatório do pré-sal, previsto para a próxima segunda-feira (31), como sugeriu nesta quinta-feira (27) o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, para rediscutir o modelo de partilha dos royalties com as unidades federativas

Lula receberá no domingo os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Espírito Santo, Paulo Hartung, e de São Paulo, José Serra, de acordo com um assessor próximo ao presidente Lula. Nesta quinta, Cabral disse que no encontro, ele e Hartung pedirão ao presidente que adie o lançamento.

O presidente, no entanto, irá manter a programação, e cogita não fechar a discussão sobre a partilha dos royalties do petróleo a ser extraído e deixar esse debate para o Congresso Nacional, para onde o projeto será encaminhado.

Os governadores que se reunirão com Lula demonstraram descontentamento com o modelo de partilha de royalties, alegando que haverá perda de arrecadação. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, se reuniu com Cabral e Hartung recentemente para tratar do assunto. O governador do Rio de Janeiro disse também ter conversado por telefone com o presidente Lula, mas ainda assim diz que mantém a posição de não comparecer à cerimônia de lançamento.
Yara Aquino
Da Agência Brasil
Em Brasília
Postado por Jana Lua

Senado convoca BNDES para explicar investimentos no pré-sal

Brasília - Às vésperas da apresentação pelo governo federal do marco regulatório do pré-sal, o debate retomou a agenda da Comissão de Infraestrutura do Senado.

O presidente do colegiado, Fernando Collor (PTB-AL), aprovou requerimento de convocação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para que explique os investimentos realizados e previstos, além da disponibilidade de crédito para obras do pré-sal, especialmente na área de infraestrutura.

Como se trata de convocação e não de convite, Coutinho tem 30 dias para agendar a reunião na comissão.

“Aguardamos que o presidente Luciano Coutinho, sempre com agenda lotada, se digne a abrir um tempo para comparecer a esta comissão”, afirmou Fernando Collor, que já convidou o presidente do BNDES para tratar do tema com os senadores e não obteve resposta.

No dia 10 de setembro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deve comparecer à comissão para debater com os senadores a proposta do novo marco regulatório.

As mudanças já anunciadas provocam um intenso debate entre governadores de vários Estados, principalmente sobre a alteração do atual modelo de distribuição de royalties repassados aos Estados produtores de petróleo.

Ainda na comissão, senadores que já ocuparam cargos de ministro de Estado em vários governos, como Francisco Dornelles (PP-RJ) e Eliseu Rezende (DEM-MG), também entraram na discussão quanto ao modelo de exploração do petróleo descoberto na camada pré-sal.

Dornelles ressaltou que o maior problema a ser discutido será o novo marco regulatório pretendido pelo Executivo.

Segundo ele, o problema do pré-sal é a discussão do marco com repasse de verbas para a saúde e desenvolvimento, por exemplo.

“Todas as metas do governo podem ser alcançadas pelo regime de concessão. Não vejo razão para instituir o sistema de partilha que será o poço da burocracia estatal”, criticou o parlamentar.

No mesmo tom, Eliseu Rezende destacou que o atual sistema de concessão permite a transferência da produção do pré-sal por bônus de assinatura já previsto no atual modelo de exploração de petróleo.

O sistema de partilha de produção prevê que o óleo pertence à União, e as empresas que são contratadas para explorar e produzir o petróleo recebem em troca um pagamento que pode ser em dinheiro ou com parte da produção.

O novo marco regulatório, segundo o Ministério de Minas e Energia, estabelecerá o sistema de partilha de produção entre a União e as empresas ganhadoras de licitações para a área do pré-sal e regiões estratégicas. O modelo de concessão permanecerá para os contratos já firmados.
Marcos Chagas
Da Agência Brasil
Postado por Jana Lua

PT não apoiará proposta de nova CMPF, diz líder

BRASÍLIA - O governo até se interessou pela iniciativa do PMDB de desenterrar uma nova versão da CMPF, mas avalia que as chances de aprovar o projeto no Congresso são perto de zero. O PT na Câmara, fundamental a essa articulação, afirmou votar contra.

- Nós não assumiremos a coordenação e a frente desse movimento para aprovar contribuição específica para a Saúde - disse nesta quinta-feira o líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP).

Apesar de defender mais investimento no setor, ele questiona o momento e a viabilidade política.

A chamada Contribuição Social para Saúde (CSS) é um resgate da antiga CPMF, extinta em 2007 após senadores da oposição, com ajuda de aliados do Planalto, derrotarem a prorrogação do tributo. A derrota do governo, na ocasião, resultou numa perda de arrecadação estimada em 40 bilhões de reais anuais.

- Foi um grande prejuízo para a Saúde a derrota da CPMF há dois anos, mas há uma resistência clara aqui na Casa de aprovar um imposto específico, mesmo que seja para a Saúde - acrescentou Vacarezza.

A bancada do PSDB no Senado decidiu, por unanimidade, votar contra o que chamou de ‘recriação da CPMF’. O Ministério da Saúde, comandado pelo PMDB, maior bancada do Parlamento, tem feito apelos fortes pela aprovação da CSS.

O Executivo, que vem sofrendo perdas de arrecadação federal, está sensibilizado com os apelos do ministro José Gomes Temporão sobre as dificuldades de financiar a saúde, sobretudo após o surto da gripe suína.

O entrave à CSS, no entanto, é político. Com a oposição contrária, e unida, para derrubar o projeto, o governo ficaria sozinho no apoio ao aumento de impostos em véspera de ano eleitoral. - A CSS só deve entrar na pauta se a oposição aqui, nos Estados e municípios concordar - disse o deputado José Genoino (PT-SP).

E mesmo que conseguisse aprovação na Câmara, onde tem uma maioria confortável, dificilmente conseguiria a aprovação do Senado, instituição que tem o PMDB no centro de uma crise e onde o governo exibe frágil base de sustentação.
REUTERS
Postado por Jana Lua