Licenças ambientais mais flexíveis para pesquisadores

Posted on 08. set, 2009 by Blog Dilma 2010 in outros

BRASÍLIA - Será assinado na próxima semana o acordo entre o Instituto Nacional Chico Mendes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para facilitar o acesso de pesquisadores às unidades de conservação para fins de pesquisa. A partir de então, se o estudo for realizado dentro da unidade de conservação, mas com alguma espécie que não está em extinção, não será mais necessária a permissão do Chico Mendes. O cadastro da pesquisa poderá ser feito pelo próprio CNPq.

– Finalmente chegamos a um acordo – comemorou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. – A licença que demorava dois anos, agora vai demorar duas semanas.

Pesquisas envolvendo a biodiversidade brasileira são um impasse entre os ministérios de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente há mais de dez anos. Os pesquisadores sempre quiseram que as autorizações para as pesquisas fossem dadas pelo CNPq, sem a necessidade de ter o aval do Instituto Chico Mendes. Os pesquisadores frequentemente acusam os fiscais do Instituto Nacional de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) de tratá-los como biopiratas, como mostrou o JB no ano passado ao noticiar as trocas de e-mails entre as duas pastas.

Na luta para derrubar a Medida Provisória nº 2.186/2001, que regula pesquisas com recursos da biodiversidade, o Ministério da Ciência e Tecnologia ganhou mais um parceiro: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao final da Conferência Nacional sobre Direito Ambiental e a Questão da Amazônia, encerrada ontem, em Manaus, a instituição, que não realizava uma conferência sobre o tema há 20 anos, produziu um documento repudiando o tratamento dado à questão do marco regulatório da utilização do acesso a recursos genéticos e biodiversidade. Os advogados e juristas reunidos no encontro querem a retomada da discussão da MP porque acreditam que ela é autoritária e substituiu a discussão democrática, ignorando a sociedade e a comunidade científica.

O documento, que conta com dez recomendações, será entregue nos próximos dias a Minc e parlamentares.

– Vamos reforçar junto ao governo federal e Parlamento a importância dos candidatos à presidente da República firmarem compromissos com a preservação do meio ambiente – afirmou o presidente da OAB, Cézar Britto. – E vamos começar a pautar a ação da OAB na defesa da Amazônia. Para isso, usaremos a estrutura da entidade em todo o país.

No documento a OAB pede ainda que as autoridades brasileiras ao assinarem o compromisso de redução de emissões oriundas do desmatamento durante a Convenção Internacional sobre Mudança Global do Clima, em Copenhagen, em dezembro, busquem a adoção de um sistema de incentivos financeiros para quem se predispor a combater a devastação e preservar as florestas. Para tanto, a carta sugere a adoção de modelos como o Projeto de Reflorestamento Econômico Concentrado e Adensado (Reca) – implantado na região de transição entre o Acre e Rondônia.

O Reca baseia-se na recuperação de áreas deterioradas para a agrossivicultura e a capacitação das comunidades. O agricultor que é sócio do programa vende seus produtos a um preço previamente fixado em Assembléia. O Reca processa e comercializa os produtos finais. Uma vez ao ano o lucro é distribuído proporcionalmente à quantidade vendida.
Luciana Abade, Jornal do Brasil
Postado por Jana Lua

One Comment

leidiana pereira

08. set, 2009

Finalmente uma boa notícia com relação ao meio ambiente, sobre as liçencas. Temos q alavancar.

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