Maressa Vieira, Engenheira e Professora
A questão partidária no Brasil nos deixa um questionamento: o que realmente significa unidade dentro de um partido que é formado segundo princípios políticos, com regras de fundamentação e critérios, fomentados por uma missão e visão de futuro, permite-se dividir, por discordância em relação a apoio no âmbito maior, ou seja, quando se trata de apoiar um nome para a Presidência do país?
O PMDB nacional firmou acordo ao nome da pré-candidata do Presidente Lula, contudo, o PMDB regional (SP) prefere uma posição diferenciada, apoiando o possível candidato do PSDB, José Serra, então governador de São Paulo. A confirmação se deu após se selar trato com o Presidente nacional do PMDB, Michel Temer, de que esta posição seria respeitada.
O partido, maior bancada no governo é peça fundamental na base do presidente Lula e demonstra a consolidação do PMDB como principal força de sustentação do governo e da candidatura de Dilma, mesmo com a decisão do segmento paulista.
Essa abertura enfoca a democracia, a liberdade de expressão de posição e autonomia partidária regional. Outros estados devem seguir o mesmo rumo, mas o PT concentrando esforços possibilita conquistar apoio em outros.
As alianças ocorridas em fases eleitorais confundem o eleitor, mas é normal acontecerem pela existência de tantos partidos que nem sempre apresentam candidatos próprios. Um apoio, através de alianças, propicia ampliar margens de sucesso ao candidato e a formação de uma bancada em que se somem esforços para a condução das medidas destinadas ao desenvolvimento e ao processo democrático.
Ainda há tempo suficiente para se estabelecer mais alianças, consolidar apoio de partidos políticos menores, mas de grande significado e vontade de participar ativamente desse processo democrático de condução da governabilidade do Brasil, que permite e requer a presença dos partidos.
Analiso que o comprometimento de partidos para com a candidatura Dilma vise ampliar as alianças, promovendo a criação de espaços eleitorais pelo país e pautado na credibilidade de uma continuidade governamental focada na transformação do Brasil, a exemplo do governo Lula.
09.11.2009

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De facto, a posição diferente do PMDB regional de SP, é de questionar. Parece não haver união dentro do PMDB. E mais, reunir-se em torno da Dilma a presidente é sensato.
DILMA A PRESIDENTE
Não concordo com a divisão, mas vivemos numa democracia e é preciso respeitar a liberdade de todos. Defendo um amplo e irrestrito consenso ao nome Dilma que seguirá os caminhos de Lula, sempre pensando no Brasil forte que ele começou a mostrar ao mundo.