A recondução política e a democracia

 Maressa Vieira, Engenheira e Professora

Creio que o bom senso deveria prevalecer no trato da exposição pública. Fico interrogativa quanto ao comportamento de políticos que enxovalham a imagem de outro(s) justificando que em política vale tudo para se atingir o objetivo, ou seja, vencer, alcançar o poder. Esse poder que transforma pessoas, desvalorizando o ser, deixando de empreender a ética em defesa de interesses cujos meios para consegui-los diagnosticam que não há compromisso com a função, cujo cargo absorve.

Não tenho a abrangência da política, mas o discernimento suficiente para analisar um processo eleitoral cuja campanha nem começou e já acontecem as primeiras manifestações conflituosas, que se pode esperar ao longo dos meses seguintes, quando os candidatos estiverem em comício pelo país?

A compreensão da democracia pela população está distante e sua prática, focando apenas a questão eleitoral, foge totalmente, uma vez que o voto é obrigatório e punitivo, quando não justificado. De certa forma o voto, dito livre, ainda não o é de fato, pois a troca de votos por favores é uma prática ainda presente após 120 de república.

O povo brasileiro é tolerante, passivo e imaturo politicamente. Imaginar que o poder do voto pode fazer a diferença na ocasião própria, com consciência da escolha e acompanhando a trajetória do seu escolhido fatalmente se teria melhor representantes nos municípios, estados e no âmbito federal.

Demorou muito tempo para o povo perceber em Lula a melhor opção para o Brasil; o elegeu e o reconduziu. Houve a constatação do acerto.  Lula, mesmo de forma improvisada em discursos, o que o aproxima mais ainda do povo, traduz exatamente o que se esperava de um presidente: diminuição da diferença social, da pobreza, atenção ao setor de habitação e educação, investimentos e controle da inflação, reconhecimento do Brasil no exterior, dentre outras.

Um novo nome no cenário político: Dilma Rousseff. A sucessora no palácio do planalto segundo o desejo de Lula. Não é um desejo qualquer que satisfaz momentaneamente; é o desejo de ver o Brasil continuar promissor, desafiando e superando os obstáculos, estabelecendo metas de desenvolvimento e crescimento que o firme numa posição cada melhor no cenário mundial e o consolide economicamente.

Dilma é uma mulher otimista e com forte espírito de confiança, porque conhecedora da administração de um país, visto trabalhar conjuntamente com Lula e nortear projetos de forma correta como o projeto Minha Casa, Minha Vida, o qual proporcionará uma vida mais digna à população que ansiava por moradia.

Mais uma vez torno a enfatizar a importância do voto, de uma escolha pautada na seriedade, da credibilidade e no compromisso que cada um tem para com o Brasil e quer vê-lo avançar na caminhada no desenvolvimento. É justo se proporcionar uma vida melhor ao maior número de brasileiros possíveis, pois há uma memória negativa com histórico de abandono.

Novos tempos; já não se pode deixar o passado intervir e cabe-nos a responsabilidade de partilhar de um Brasil de oportunidades, de atitudes concretas.

Mais uma vez falo de esperança e nesta esperança espero que os eleitores pensem e decidam acertadamente: Dilma presidente. 09.02.2010

3 respostas em “A recondução política e a democracia”

  1. Vitor Pedro disse:

    Os politicos deviam dignificar a sua função. Torná-la nobre e respeitada pelo povo. Para isso servir-se da campanha eleitoral para esclarecer os eleitores do que pretendem fazer, do que fizeram, para demonstar a sua capacidade em efectuar o que prometem.
    Esqueçam-se dos ataques pessoais que em nada os enobrece.

  2. LUIS disse:

    concordo desde q respeitem meu partido: PT

  3. Daniel disse:

    Onde está a Democracia na Venezuela e no Irã, que vcs (petistas tanto apoiam )?

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